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Netos e avós distantes: coração partido!

Dia desses alguém me perguntou se sinto falta de alguma coisa por morar fora do Brasil. Respondi o que sempre respondo. “Sinto falta de pessoas e não de coisas”. Mas fiquei pensando nessa frase o dia todo e acho que preciso fazer um adendo. Uma correção. Sinto falta de pessoas e de ver minhas filhas convivendo com os avós. A distância entre netos e avós me parte o coração!

Netos são filhos duas vezes

Coloco as duas falando para falar com os eles pelo FaceTime, insisto para que liguem sempre que acontece algo especial. Mando fotos quase que diariamente. Os avós piram! Mas não é a mesma coisa do que conviver no dia-a-dia com os netos. Não tem nem comparação com encontrar sempre, brincar junto.

Minhas filhas com meus pais!

Nina e Maitê com a avó Sônia e a Dorinha, que não deixa de ser uma avó também!

 

 

 

 

 

 

 

 

Acho que minha maior tristeza nesse caso é porque sempre fui muito próxima dos meus avós, mesmo morando em cidades diferentes deles. A gente sempre passava as férias juntos. Nos encontrávamos nos finais de semana. Eles faziam tudo pelos netos!

As lembranças mais lindas que eu tenho da minha infância tem a ver com cada um deles. As férias no sítio de Valinhos onde a gente passava tardes na piscina ou subindo em árvores com o meu avô Joaquim e a minha avó Lorena (que graças a Deus está firme e forte aos 94 anos). Os dias no sítio de Salesópolis onde eu aprendi a fazer doce de leite e pão caseiro com minha avó Josephina. Os dias no apartamento de Santos, onde assistia meu avô Manolo fazer tapete e comia muito camarão frito. Que saudade!

Minhas filhas com minha avó Josephina, que faleceu em 2015

Nós 3 com minha avó Lorena!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, faço de tudo para que os avós participem da vida das meninas, mesmo que a distância. Talvez porque eu saiba o quanto é bom. Talvez porque me sinta culpada por ter tomado a decisão de mudar de país. Sim, acho mesmo que pode ser culpa. Mais uma!!

Mas não importa o motivo. O importante é que, se depender de mim, minhas filhas vão ter, do jeito que dá –  com a ajuda da tecnologia – convivência com os avós. Claro que vai faltar o abraço, o beijo, o contato. Mas quando eles se encontram eles recuperam o tempo perdido!

 

14 Discussions on
“Netos e avós distantes: coração partido!”
  • Patricia, acho que quando vc ficar velhinha, assim com uns 94 anos, vc ficará parecida com a sua vó! Que carinha mais fofa!!!

  • Oi Paty!
    E as meninas como reagem? Percebeu se algo mudou pra elas?
    Se passou a ser “normal” não ter essa convivência? Esse é o medo que tenho quanto a mudança…
    Bjoss

  • Oi Paty, que bom que você mantem esse contato mesmo longe com os avós das suas filhas, eles são muito importante, vejo pela minha filha Heloisa de 5 anos. Abraço.

  • Oi Patrícia
    Obrigada por compartilhar
    A distancia é realmente muito difícil e piorou demais agora que tive uma filha
    As despedidas sao de partir o ❤
    Mas é o que temos pra hoje 😊
    Beijos🌷

  • A culpa mora em mim, mas resolvi passar por cima todas as vezes que vejo a alegrias dos filhos por estarem passando por uma experiência valiosa! beijo

  • Patrícia, com a atual tecnologia dos celulares esquecemos de uma forma de contato que pode ser muito prazerosa (para os dois lados). A boa e velha (quase esquecida) CARTA.
    Minha mãe, que morava em outra cidade (e mesmo sendo toda high tech), resgatou esse costume e mandava cartinhas para meus filhos desde que começaram a ser alfabetizados. Eles adoravam receber as cartas (endereçadas a cada um deles), em envelopes coloridos com a letra da vovó.
    Curtiam responder, contar as novidades, mandar desenhos… Até colar o selo e levar ao correio virava diversão. Imagina aí nos USA que vcs tem as caixinhas de correio na porta de casa! Fica a dica. Quem sabe isso trará essa proximidade que está fazendo falta em certos momentos aí. Sem contar a recordação que ficará para suas filhas, tanto na memória quanto pelo fato de poderem guardar essas cartinhas recebidas.
    Bjs no seu coração.
    Regina

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